Acabou desistindo, pois alcançar a corda era impossível.
Percebeu que seu destino era esse e se rendeu a ele.
Não seria nada para quem estava sendo pressionado por todos os lados.
Ele viu que era a única pessoa capaz de ver seu destino passar por ele sem reclamar.
Ele pensou que se agora não deu é porque não era para ele.
Ouviu uma voz ao seu lado e não entendeu nada.
Ouviu muitas vozes.
Ouvia gritos e reclamações.
Várias pessoas estavam prontas para chegar ao fim que se aproximava.
Ele olhou para uma senhora que, como ele, também não alcançou a corda e o olhar dela era pesado e triste.
Ela olhava seu relógio com a certeza de que perdeu tudo que havia planejado.
Ele sorriu.
Não estava mais tão triste.
Percebeu que oque ele havia perdido era nada perto doque outros perderam.
Sua vida não era como a deles e ele aguentou calado.
Viu o fim se aproximar calado.
Fechou os olhos e fez sua suplica.
Ao abrir os olhos a porta estava aberta,o ônibus estava vazio e havia chegado ao ponto final.
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Pesa na minha
Olha oque ela me disse...
"Sua roupa é antiga, seu estilo é do passado"
Olha oque eu respondi:
"Minha roupa tem nome e meu estilo é tendência"
Ela emburrou e disse:
"Você é grosso e fala muito alto"
Eu olhei pra ela e disse:
"Eu falo na dimensão da sua estupidez"
Ela ficou com sangue nos olhos:
"Você tá pesado demais"
Eu sorri:
"Eu estou e você é"
Ela olhou pra mim de cima a baixo e soltou:
"Bom, sua roupa é antiga, seu estilo é do passado, você é grosso, fala alto demais, pesa na minha, mas tá uma graça"
Eu corei:
"..."
Ela:
"Mas falando sério. Conselho de alguém mais velho: Muda essa roupa. Vão rir de você"
Eu olhei diretamente em seus olhos e desabafei:
"Tá bom, faço isso porque você é minha irmã, mas a gravata fica"
Ela me abraçou e me deu um beijo.
"Sua roupa é antiga, seu estilo é do passado"
Olha oque eu respondi:
"Minha roupa tem nome e meu estilo é tendência"
Ela emburrou e disse:
"Você é grosso e fala muito alto"
Eu olhei pra ela e disse:
"Eu falo na dimensão da sua estupidez"
Ela ficou com sangue nos olhos:
"Você tá pesado demais"
Eu sorri:
"Eu estou e você é"
Ela olhou pra mim de cima a baixo e soltou:
"Bom, sua roupa é antiga, seu estilo é do passado, você é grosso, fala alto demais, pesa na minha, mas tá uma graça"
Eu corei:
"..."
Ela:
"Mas falando sério. Conselho de alguém mais velho: Muda essa roupa. Vão rir de você"
Eu olhei diretamente em seus olhos e desabafei:
"Tá bom, faço isso porque você é minha irmã, mas a gravata fica"
Ela me abraçou e me deu um beijo.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Você
Você pode rir e mesmo assim fazer alguém chorar.
Conseguirá ser feliz fazendo muitos tristes.
Alcançará seus objetivos esquecendo de quem te ajudou a percorrer o caminho até eles.
Nunca agradeceu uma mão oferecida e nunca olhou nos olhos.
Você não tem coração por nunca tentar ou deixar amar.
Não tem alma, pois não sabe oque é algo espiritual.
Você acha que vive.
Acha que sofre.
Acha que escolhe.
Acha que luta.
Só acha e nada faz.
Você diz que é amigo.
Diz que quer amigos.
Diz entender a amizade.
Diz ser amigavel.
Só diz e nada faz.
Você pensa no futuro.
Vive o futuro.
Cria o futuro.
Muda o futuro.
Não há futuro.
Você pode rir e mesmo assim fazer alguém chorar.
Você ri, acha, diz, não faz e não tem futuro.
Na verdade você não existe ou não deveria existir.
Conseguirá ser feliz fazendo muitos tristes.
Alcançará seus objetivos esquecendo de quem te ajudou a percorrer o caminho até eles.
Nunca agradeceu uma mão oferecida e nunca olhou nos olhos.
Você não tem coração por nunca tentar ou deixar amar.
Não tem alma, pois não sabe oque é algo espiritual.
Você acha que vive.
Acha que sofre.
Acha que escolhe.
Acha que luta.
Só acha e nada faz.
Você diz que é amigo.
Diz que quer amigos.
Diz entender a amizade.
Diz ser amigavel.
Só diz e nada faz.
Você pensa no futuro.
Vive o futuro.
Cria o futuro.
Muda o futuro.
Não há futuro.
Você pode rir e mesmo assim fazer alguém chorar.
Você ri, acha, diz, não faz e não tem futuro.
Na verdade você não existe ou não deveria existir.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Ficar em forma
Esse é o Guarujá-SP minha cidade natal.
Confesso que amo praia, embora meu trabalho no momento me impeça de estar em contato com isso.
A última vez que fui para lá vi todo tipo de gente diferente, mas essas duas senhoras me fizeram rir 3 dias após eu ter deixado a cidade.
Por que?!
Ora, eu havia tirado fotos das praias, dos meus sobrinhos e tudo que eu tinha saudades. (sim, eu que tirei as 5 fotos desse post)
Vamos malhar?!
Confesso que amo praia, embora meu trabalho no momento me impeça de estar em contato com isso.
A última vez que fui para lá vi todo tipo de gente diferente, mas essas duas senhoras me fizeram rir 3 dias após eu ter deixado a cidade.
Por que?!
Ora, eu havia tirado fotos das praias, dos meus sobrinhos e tudo que eu tinha saudades. (sim, eu que tirei as 5 fotos desse post)
Em 3 fotos eu vi manchinhas lá no fundo e resolvi aumentar a imagem.
Ao aumentar percebi que seguia uma sequencia e ri compulsivamente cada momento que olhava para elas.
Mas dei por mim que elas estavam certas, eu deveria malhar.
Ao aumentar percebi que seguia uma sequencia e ri compulsivamente cada momento que olhava para elas.
Mas dei por mim que elas estavam certas, eu deveria malhar.
Sim, era verão e eu percebi que se eu tivesse a força de vontade dessas senhoras eu estaria fazendo a mesma coisa, mas não de maiô, pois não tenho corpo tão...deixa pra lá.
É isso.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Contradigo-me logo não existo
Claro, eu consigo mudar o mundo.
Mas falando sério, esse país é uma bosta.
Certeza, eu posso fazer melhor.
Mas eu não ajudarei ninguém.
Opa, eu nunca vou desistir.
Mas eu já disse que isso é impossível.
Sim, eu sou bom nisso.
Mas não é pra mim.
Nunca, eu não sou como os outros.
Mas eu só faço oque me fizeram também.
Imagina, eu não acredito nesse tipo de coisa.
Mas é claro que pagando bem não tem mal algum.
É obvio, eu sei como é isso.
Mas espero que eu nunca passe por isso.
Ah não, eu não aceito.
Mas obrigado por me dar, achei lindo.
Nem morto, eu não sou esse tipo de pessoa.
Mas me diz quanto vão me pagar.
Nãããããooo, eu não preciso disso pra ser feliz.
Mas me diz onde vende esse barato.
Mas, mas e mas.
Agir é ir além das palavras.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Normal
Ele olha pela janela e imagina como seria a vida longe de tudo que é normal, de tudo que é familiar aos seus olhos, de tudo que ele sempre viu, de tudo.
Sabe o nome de cada rua, a quem pertence cada carro na avenida principal.
Sua voz é conhecida por cada ouvido e seu estilo é observado por cada jovem, adulto e criança.
Ele não quer uma vida neste lugar normal, onde tudo é familiar e onde já viu tudo que era possível ver.
Seu espírito não pertence a este lugar onde seus pais o criaram.
O gosto em sua boca, o cheiro em seu nariz, a textura das coisas e o modo como enxerga não são os mesmos desde que ele completou 18 anos.
Seus amigos mudaram e seu carater seguiu caminho contrário ao deles.
Comparado a garotos/homens da sua idade ele é um ancião. Não que ele seja precoce, mas sim por ser mais inteligente.
Algo naquele lugar normal era familiar para ele que via tudo e o alegrava só pelo cheiro da manhã, pois a manhã mostrava que mais um dia começava e que seu futuro longe dali estava próximo.
Seu nome era único na cidade, na sua idade e entre os amigos.
Não era estranho, mas era distante, completo, sem complementos e sem vícios ocultos.
Ele tinha sentimentos, mas não gostava de ferí-los e por isso não feria os de ninguém.
Claro que ele ria. Ele ria da vida, das pessoas idiotas, dos atos idiotas e de quem se priva de tudo por medo.
Seu nome não é importante, ainda. Mas se sentirá alguém ao deixar tudo que é normal, tudo que é familiar aos seus olhos, tudo que ele sempre viu, tudo, e for para longe dali levando apenas em seu coração oque este lugar o ensinou, tudo.
Ao se virar de costas para a janela, ele vê suas malas prontas e suas passagens compradas.
Ele irá ganhar o mundo e se der mal continuará a enfrentá-lo.
Sabe o nome de cada rua, a quem pertence cada carro na avenida principal.
Sua voz é conhecida por cada ouvido e seu estilo é observado por cada jovem, adulto e criança.
Ele não quer uma vida neste lugar normal, onde tudo é familiar e onde já viu tudo que era possível ver.
Seu espírito não pertence a este lugar onde seus pais o criaram.
O gosto em sua boca, o cheiro em seu nariz, a textura das coisas e o modo como enxerga não são os mesmos desde que ele completou 18 anos.
Seus amigos mudaram e seu carater seguiu caminho contrário ao deles.
Comparado a garotos/homens da sua idade ele é um ancião. Não que ele seja precoce, mas sim por ser mais inteligente.
Algo naquele lugar normal era familiar para ele que via tudo e o alegrava só pelo cheiro da manhã, pois a manhã mostrava que mais um dia começava e que seu futuro longe dali estava próximo.
Seu nome era único na cidade, na sua idade e entre os amigos.
Não era estranho, mas era distante, completo, sem complementos e sem vícios ocultos.
Ele tinha sentimentos, mas não gostava de ferí-los e por isso não feria os de ninguém.
Claro que ele ria. Ele ria da vida, das pessoas idiotas, dos atos idiotas e de quem se priva de tudo por medo.
Seu nome não é importante, ainda. Mas se sentirá alguém ao deixar tudo que é normal, tudo que é familiar aos seus olhos, tudo que ele sempre viu, tudo, e for para longe dali levando apenas em seu coração oque este lugar o ensinou, tudo.
Ao se virar de costas para a janela, ele vê suas malas prontas e suas passagens compradas.
Ele irá ganhar o mundo e se der mal continuará a enfrentá-lo.
sábado, 31 de julho de 2010
Há alguém...
Pensando no amor que sinto e no amor que todos inevitavelmente experimentarão, escrevi esse texto.
Há alguém em minha vida que me tira do lugar sem ao menos tocar em mim.
Que me diz coisas com sentido, sem sentido, com sentimento e em momentos diversos.
Que me olha por olhar antes que eu acorde e que eu olho antes de dormir para ter certeza que foi minha última visão do dia.
Que seja fraco, seja forte, seja rico, seja pobre, esteja aqui, esteja lá, sempre estará comigo.
Que não precisa de declaração de amor, mas eu faço, eu digo, eu abraço e eu beijo.
Que quando está doente me dói e quando estou doente me cuida.
Que eu quero passar minha vida toda, minha eternidade toda e continuar vivendo por tempos sem fim e sentir esse amor.
Que apenas palavras não convencem, atos não agradam, mas abandona tudo para estar comigo e aqui está.
Há alguém na minha vida que se passar muito tempo sem ouvir a voz eu choro, entristeço e murcho.
Esse alguém não está aqui neste momento, mas sinto seu amor na minha pele e nas minhas veias.
O rosa da questão
Primeiro dia de vida e ela usava rosa.A mãe era do tipo obcecada por cromoterapia e dizia que rosa seria algo que a impulsaria para o sucesso e felicidade.
Parada em frente a sua casa com um vestido rosa que demarcava suas curvas como nenhuma roupa havia feito antes. Olhou seu reflexo no insulfilm do carro que parou. O vidro foi baixado e rapazes gritaram besteiras e ela achou que estava linda, mas vulgar.
"Seria a cor ou o vestido?"
Ela não quis saber, deu de ombros e foi a festa.
Tudo pronto para o casamento.
No convite estava o aviso: "Todas as damas de rosa, por favor"
Ele disse sim e ela olhou em seus olhos e disse o mesmo.
Bodas de prata.
Era o segundo casamento dele e o primeiro e mais feliz dela.
Viagem a Aruba, paga pelo filho recém contratado como executivo junior de uma empresa de propaganda.
A bordo do avião ela olhava suas fotos do casamento no laptop e via seu vestido branco e as damas de rosa.
Viu uma foto e começou a querer chorar. Era sua mãe vestindo um lindo vestido rosa.
De repente, sua mente voltou àquela festa anos atrás.
Era uma festa pós casamento e a noiva usava um vestido rosa junto ao homem que 26 anos depois estaria ao lado dela rumo a viagem de bodas de prata.
Naquele dia ela pensou nas cores certas e nas pessoas certas e nada mais fazia diferença.
Abraçou o marido e dormiu recostada em sua almofada de viagem com suas iniciais bordadas em rosa.
Sonhou, com a cor do verdadeiro amor e não era rosa.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Eu com Ela e Eu sem Ela
E ela me acha gay...
Só porque eu curto música alternativa e ela curte pagode e gospel.
Ela me acha viado...
Só porque eu curto Applebee's e ela Mc Donald's.
E ela me acha mariquinha...
Só porque eu acho bonito dizer eu te amo pra um amigo e ela diz que adoro.
Ela me acha feminino...
Só porque eu prefiro que minha roupa tenha minha identidade e ela segue a identidade de outra pessoa.
Ela me acha bichinha...
Só porque eu não como qualquer coisa e ela come tudo que vê pela frente.
Ela me acha centrado...
Só porque eu tenho uma ideia fixa e não mutável como ela.
Ela me acha igual a ela...
Só porque nós dois gostamos de coisas simples sem perder a qualidade.
E eu a acho ridícula...
Só porque ela acredita em homens que a fazem de tola e eu não preciso disso.
Eu a acho bobona...
Só porque ela chora vendo filmes românticos e eu dou risada.
Eu a acho brega...
Por ela ouvir músicas melosas de qualidade duvidosa e eu ouvir coisas que ninguém conhece.
Eu a acho estúpida...
Só porque eu pergunto algo e ela me dá uma patada naqueles dias e eu não sofro desse mal.
Eu a acho fraca...
Só porque ela perdoa com facilidade e eu demoro muito mais.
Eu a acho linda...
Só porque ela sorri com sinceridade e eu me derreto todo.
Eu a acho perfeita...
Só por ser meu oposto e mesmo assim me completar.
É assim que a amizade deve ser.
Só porque eu curto música alternativa e ela curte pagode e gospel.
Ela me acha viado...
Só porque eu curto Applebee's e ela Mc Donald's.
E ela me acha mariquinha...
Só porque eu acho bonito dizer eu te amo pra um amigo e ela diz que adoro.
Ela me acha feminino...
Só porque eu prefiro que minha roupa tenha minha identidade e ela segue a identidade de outra pessoa.
Ela me acha bichinha...
Só porque eu não como qualquer coisa e ela come tudo que vê pela frente.
Ela me acha centrado...
Só porque eu tenho uma ideia fixa e não mutável como ela.
Ela me acha igual a ela...
Só porque nós dois gostamos de coisas simples sem perder a qualidade.
E eu a acho ridícula...
Só porque ela acredita em homens que a fazem de tola e eu não preciso disso.
Eu a acho bobona...
Só porque ela chora vendo filmes românticos e eu dou risada.
Eu a acho brega...
Por ela ouvir músicas melosas de qualidade duvidosa e eu ouvir coisas que ninguém conhece.
Eu a acho estúpida...
Só porque eu pergunto algo e ela me dá uma patada naqueles dias e eu não sofro desse mal.
Eu a acho fraca...
Só porque ela perdoa com facilidade e eu demoro muito mais.
Eu a acho linda...
Só porque ela sorri com sinceridade e eu me derreto todo.
Eu a acho perfeita...
Só por ser meu oposto e mesmo assim me completar.
É assim que a amizade deve ser.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Ao cair do crepúsculo.
Ele cravou os dentes no pescoço dela e houve uma tentativa para impedí-lo, porém cedeu a força que ele usava sobre ela.
O sabor do sangue em sua boca o fazia pensar que tudo valeu a pena e realmente não tinha pena alguma de sua vitima.
Ela estava ali a seus pés e ele já vislumbrava a próxima se aproximando sem notá-lo.
Ele foi esperto, a primeira vitima não fez som algum, pois ele pulou sobre seu pescoço.
Agora ele sentia o odor da próxima vítima e lambia seus dentes cheios do sangue da primeira.
A segunda vítima viu sua sombra e correu em direção a saída do local.
Pobre engano, a saída estava fechada por fora ele havia entrado pela janela lateral e de lá vinha a luz do luar.
A única coisa que ela pôde fazer foi gritar, porém mal abriu a boca e ele já estava em seu pescoço arrancando sua cabeça do corpo.
Sim, ele estava faminto.
Olhou para todos os lados e viu que estava cercado de vítimas.
Uma a uma elas foram sendo devoradas.
Ele percebeu que chegava o amanhecer e tinha que voltar a floresta.
Pulou pela janela oposta, pois o sol estava a caminho e sentia que ali não era seguro.
Mais uma noite bem sucedida.
O sangue de suas vitimas e o gosto de sua carne estavam frescos em sua boca.
Levava ao dente uma de suas vitimas ainda fresca para que os outros também se alimentassem.
Horas depois, o dono da fazenda e seu filho foram até onde vinha o cheiro forte e perceberam, afinal, que a raposa atacou novamente durante a noite e todas as galinhas estavam mortas.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Cobertor Novo
Começo de dezembro, Rio de Janeiro.
Lúcia, em meio a um dia daqueles, diz a Afrânio:
-Por que tanto calor durante esta noite?! Logo hoje quando pensei em dormir com meu cobertor novo.
Afrânio faz aquela cara e pensa consigo:“De onde ela tirou essa idéia?! No mês de dezembro em pleno verão carioca. Nesta época o calor é bem pior a noite. Por que ela quer dormir com isso?!”
-Afrânio?! Afrânio?! Estou falando com você, Afrânio.
-Ahm?! Como?! – diz ele retornando de seus pensamentos.
-Meu cobertor, Afrânio, você lembra? Você disse que eu poderia usar quando quisesse.
-Pra começar está muito quente e ... – ela o interrompe, como sempre.
-É claro, estamos no verão. Você quer que eu durma de cobertor no verão? Não, né?! Estou dizendo de usar ele hoje. Entende? – ela termina a frase com um piscar de olho.
-Mas lúcia, é isso que eu queria te dizer desde ontem na loja...
-O que?!!!! – outra interrupção.
-Entramos na loja de artigos religiosos, lembra?
-Sim, prossiga.
-E daí que você não comprou um cobertor tecido por monges do Tibet, como você supôs.
-Não?!?!?!?! – agora ela afastara o 'cobertor' de si – O que é isso então?
Afrânio sufoca a vontade de rir e fala categoricamente:
-Uma cortina de veludo de um centro de Magia Negra.
Lúcia, em meio a um dia daqueles, diz a Afrânio:
-Por que tanto calor durante esta noite?! Logo hoje quando pensei em dormir com meu cobertor novo.
Afrânio faz aquela cara e pensa consigo:“De onde ela tirou essa idéia?! No mês de dezembro em pleno verão carioca. Nesta época o calor é bem pior a noite. Por que ela quer dormir com isso?!”
-Afrânio?! Afrânio?! Estou falando com você, Afrânio.
-Ahm?! Como?! – diz ele retornando de seus pensamentos.
-Meu cobertor, Afrânio, você lembra? Você disse que eu poderia usar quando quisesse.
-Pra começar está muito quente e ... – ela o interrompe, como sempre.
-É claro, estamos no verão. Você quer que eu durma de cobertor no verão? Não, né?! Estou dizendo de usar ele hoje. Entende? – ela termina a frase com um piscar de olho.
-Mas lúcia, é isso que eu queria te dizer desde ontem na loja...
-O que?!!!! – outra interrupção.
-Entramos na loja de artigos religiosos, lembra?
-Sim, prossiga.
-E daí que você não comprou um cobertor tecido por monges do Tibet, como você supôs.
-Não?!?!?!?! – agora ela afastara o 'cobertor' de si – O que é isso então?
Afrânio sufoca a vontade de rir e fala categoricamente:
-Uma cortina de veludo de um centro de Magia Negra.
sábado, 24 de julho de 2010
Desabafo julho/2010
Incrivel a maneira como certas pessoas nos tratam.
Tão erguido é seu queixo que você nem sabe para onde está olhando.
O pior não é serem soberbas, o pior é não serem nada, não terem nada, não conseguirem nada e ainda te julgarem "inferior" a elas.
Vamos as ações...
Se você é bicha, homossexual, viado, travesti, drag queen, bissexual, transexual, lésbica e transgenero, sabe como é ruim preconceito. Mas o pior é que as pessoas que fazem parte desses generos sexuais são muito mais preconceituosas se comparado em porcentagens que os heteros. A maioria é preconceituosa concientemente, quando muitos heteros são sem perceberem.
Acho incrivel que eu com 26 anos ouvi pela primeira vez a expressão BICHINHA PÃO COM OVO, e depois, BICHINHA AGUA DE SALSICHA, mas muitos usam elas corriqueiramente.
Vamos pensar que eu seja sim, preconceituoso com alguns tipos exagerados que percebemos fazerem tipo e não serem originais, mas na maioria eu não sou assim.
Sou contra o preconceito, mas antes de exigirmos respeito vamos respeitar, antes de pedirmos justiça vamos ser justos.
Meu desabafo é o seguinte...
TEM MUITO PÃO COM OVO SE SENTINDO BIG MAC e TEM MUITA ÁGUA DE SALSICHA SE SENTINDO BANHO DE OFURÔ.
Mal sabem eles que um pão com ovo, as vezes, é melhor que um Big Mac! (palavras do Jonathas, que eu concordo)
Só lembrem que todos somos iguais.
Tão erguido é seu queixo que você nem sabe para onde está olhando.
O pior não é serem soberbas, o pior é não serem nada, não terem nada, não conseguirem nada e ainda te julgarem "inferior" a elas.
Vamos as ações...
Se você é bicha, homossexual, viado, travesti, drag queen, bissexual, transexual, lésbica e transgenero, sabe como é ruim preconceito. Mas o pior é que as pessoas que fazem parte desses generos sexuais são muito mais preconceituosas se comparado em porcentagens que os heteros. A maioria é preconceituosa concientemente, quando muitos heteros são sem perceberem.
Acho incrivel que eu com 26 anos ouvi pela primeira vez a expressão BICHINHA PÃO COM OVO, e depois, BICHINHA AGUA DE SALSICHA, mas muitos usam elas corriqueiramente.
Vamos pensar que eu seja sim, preconceituoso com alguns tipos exagerados que percebemos fazerem tipo e não serem originais, mas na maioria eu não sou assim.
Sou contra o preconceito, mas antes de exigirmos respeito vamos respeitar, antes de pedirmos justiça vamos ser justos.
Meu desabafo é o seguinte...
TEM MUITO PÃO COM OVO SE SENTINDO BIG MAC e TEM MUITA ÁGUA DE SALSICHA SE SENTINDO BANHO DE OFURÔ.
Mal sabem eles que um pão com ovo, as vezes, é melhor que um Big Mac! (palavras do Jonathas, que eu concordo)
Só lembrem que todos somos iguais.
AMH3108
Era um tolo, mas sempre sorria ao ser elogiado.
Era visto como um imbecil, mas era apenas um tolo.
Foi sua mãe quem percebeu e talvez a única que não tinha uma opinião a seu respeito, porém ele ainda era o tolo.
Ao ser ridicularizado ele olharia nos olhos, abria um sorriso amarelo e, de repente, a pessoa se perdia em seus pensamentos.
Ele casou.
Quem diria, o tolo casou.
Pois é, mas ela não era tola e isso não ajudou na relação.
O tolo era definido por um ato: Emprestar algo e não pedir de volta.
Ambições? Sim, muitas, mas nunca saberemos, pois o tolo se foi embora.
Naquela manhã, após se despedir da esposa ele se dirigiu até a casa de sua mãe para dar o costumeiro beijo de bom dia. Ao verificar o sinal livre, ele andou até a outra calçada e antes que pudesse chegar até o meio da avenida algo o tirou de sua rota.
AMH3108, foi a única e última coisa que viu.
Nenhum choro mudaria o acontecido.O tolo se foi.
Após sua morte perceberam que ele não era o tolo, mas que sim todos nós somos, pois há sempre algo tolo em nós que os outros ridicularizarão.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Revelação
- Fui eu.
- O que?!
- Como pôde?!
- Eu fiz, ué!
- Como conseguiu?!
- Eu precisei fazer.
- Por que?!
- A necessidade bateu a porta.
- Nunca esperava isso de você.
- Eu não sou santa, mamãe.
- Agora todos saberão.
- Mas...
- Mas nada. Você sabe o que isso significa?
- Sim, isso significa: Dinheiro.
- Nãoooo!!! Significa: insensatez, descaso, ridículo. O que as pessoas pensarão de mim?
- Tipo assim... Nada?
- É, talvez, não sei...Ah, eu sei em que você está pensando.
- Em que?
- Eu já fiz isso.
- O que?!
- Eu já fui assim.
- Nem acredito.
- Claro, que com menos hipocrisia e malicia.
- A senhora acha que é assim? Hipocrisia e malicia?
- Um pouco.
- A senhora já fez desse jeito?
- É, eu e seu pai.
- O papai também?! Não acredito!!! Eu esperava tudo da senhora, mas do papai!!! Quem diria.
- Shhhhii...
- O que foi?
- Fale baixo.
- Por que?!
- Niguém sabe disso.
- Agora eu sei porque seus olhos brilharam quando falei.
- Brilharam nada.
- Oh, brilharam mesmo. Hehehehe...
- Deixe de ser sarcástica.
- Mamãe, são apenas fotos.
- E que tipo de fotos são essas que pagam para as pessoas?!
- Mãe, eu sou modelo.
- Ah ta!
- Mamãe, que história era essa da senhora e do papai...
- Deixa pra lá, vamos falar da sua carreira.
A mãe suspira e lembra de como foi difícil pagarem por suas fotos. Bons tempos quando seu marido ainda era vivo.
- Ai ai...
- O que foi, mamãe?
- Saudades.
- Ah ta. Mas vamos logo que eu vou me atrasar.
- Vamos.
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