Começo de dezembro, Rio de Janeiro.
Lúcia, em meio a um dia daqueles, diz a Afrânio:
-Por que tanto calor durante esta noite?! Logo hoje quando pensei em dormir com meu cobertor novo.
Afrânio faz aquela cara e pensa consigo:“De onde ela tirou essa idéia?! No mês de dezembro em pleno verão carioca. Nesta época o calor é bem pior a noite. Por que ela quer dormir com isso?!”
-Afrânio?! Afrânio?! Estou falando com você, Afrânio.
-Ahm?! Como?! – diz ele retornando de seus pensamentos.
-Meu cobertor, Afrânio, você lembra? Você disse que eu poderia usar quando quisesse.
-Pra começar está muito quente e ... – ela o interrompe, como sempre.
-É claro, estamos no verão. Você quer que eu durma de cobertor no verão? Não, né?! Estou dizendo de usar ele hoje. Entende? – ela termina a frase com um piscar de olho.
-Mas lúcia, é isso que eu queria te dizer desde ontem na loja...
-O que?!!!! – outra interrupção.
-Entramos na loja de artigos religiosos, lembra?
-Sim, prossiga.
-E daí que você não comprou um cobertor tecido por monges do Tibet, como você supôs.
-Não?!?!?!?! – agora ela afastara o 'cobertor' de si – O que é isso então?
Afrânio sufoca a vontade de rir e fala categoricamente:
-Uma cortina de veludo de um centro de Magia Negra.
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segunda-feira, 26 de julho de 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Acabou
Ela entrou pela porta e olhou-o fixamente por exatos três segundos, dirigiu-se a ele sem ao menos olhar em seu semblante.
- Acabou. – disse ela com frieza.
- Como?! – gaguejou ele.
- Não tenho satisfação em viver ao lado de alguém que por tanto tempo nunca me respondeu uma pergunta sem antes fazer outra pergunta.
- Você nunca me deixou tentar mudar.
- Então me diga: QUEM VOCÊ AMA MAIS: EU OU SUA CARREIRA?
- Que diferença isso faz?
- Pronto, acabou.
Ao perceber que não a faria desistir ele tomou coragem e disse tudo o que planejara a anos:
- Acabou.
- Como você pode dizer isso? Eu falei que acabou primeiro, agora você quer se sentir dono da situação e vem dizer que acabou?
- Não! Eu disse que acabou o tempo para que eu possa mudar. Sempre pensei em fazer ou dizer algo diferente, mas agora não dá mais.
- Então... Acabou?! – disse ela.
- Sim! Imagino como você deve estar se sentindo. Em nosso casamento eu disse que a faria feliz e sempre a fiz desorientada, prometi amor eterno e sempre a deixei solitária. E agora acabou.
- Mas... – ela não tinha argumentos e acabou percebendo que talvez tenha dado muita ênfase ao acabou.
Ele estava decidido a deixá-la ir embora quando ouviu:
- Acabou.
- Eu sei. – disse ele baixando a cabeça.
- Acabou minha impaciência, serei mais compreensiva. Acabou o tempo de reclamar sem ajudá-lo nos problemas. Tomaremos mais decisões juntos.
Logo o semblante dele se iluminou de alegria.
Os dois decidiram, afinal, que realmente: ACABOU, todo o rancor.
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