O Monstro
Ele abriu seu coração e deixou com que ela o tocasse.
Sussurros, gemidos e sombras, foi isso que ela sentiu.
Abriu uma parte do inconsciente dele em que estava escondido algo oculto e nunca antes revelado.
Nesse ponto algo a segurou e ela viu os olhos da raiva que essa criatura carregava.
Ela tentou correr, mas não havia um modo seguro de fugir desse lugar, pois era a mente dele.
Ela gritou, mas ele somente sussurrou ao seu ouvido:
- O que há aqui dentro há dentro de todo ser humano. Se você me ama e não pode conviver com esse meu lado não me ama realmente.
Ela fechou os olhos e deixou que ele tocasse seu coração.
Ele foi direto ao ponto escuro e nesse exato momento a escuridão que havia nele se apaixonou pela sombra que havia nela.
De repente, essa paixão tornou os dois um só.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
terça-feira, 26 de julho de 2011
Eu vi um morto e não vivo!
Ontem vi um homem morto.
Foi a moto que o havia matado ou foi a moto que o fez morrer?
Não sei.
Oque sei é que ela estava a mais de 50 metros de onde o morto sem vida estava.
Eu fico chamando de morto, mas poderia ser uma morta.
Como não tinha cabeça continuo chamando de morto mesmo que é mais cruel.
Esse morto me fez pensar que talvez eu também esteja morto e sem cabeça, igual a ele, ou ela (estranho não saber o sexo).
A pouco mais de um metro de distância de mim estava este morto não vivo.
Essa pouca distancia me fez pensar que por alguns instantes não poderia ser eu.
Peraí!! Mas eu não dirijo moto!!
Ops, é pilotar o correto, né?
Tá vendo? Nem sei mesmo!
Mas por algumas diferenças em nossos destinos eu poderia mesmo estar no lugar dele.
E ao imaginar isso eu penso em outras coisas.
Penso que quando eu ficava chateado com os bonitões, da escola que zombavam de mim, eu poderia ter sido um deles se eu tivesse me vestido ou cortado o cabelo diferente.
Eu poderia ser aquele menino gay afeminado que os outros ridicularizam por chorar por causa da Lady Gaga, era só eu ser mais novo.
Eu posso ser um desses mortos que ainda andam por aí.
É, meu amigo, eu posso estar morto agora e aquele motociclista (acertei agora) pode estar mais vivo que eu.
Estou vivendo desde ontem como se eu estivesse morto só pra ver se alguém nota.
Estou tentando não chamar a atenção só para mim e ficar quieto e em silencio nos momentos corretos.
Quero ver se consigo me colocar no lugar das pessoas que estão mortas-vivas e se entendo porque são assim.
É deixa eu ir que esse texto ficou estranho até pra mim.
Mas acredite: EU VI UM HOMEM SEM VIDA E EU JÁ VI MUITOS MORTOS-VIVOS ANDANDO POR AÍ SEM SEREM NOTADOS.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Sejamos Gays. Juntos.
Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Itarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.
Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.
Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.
E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.
Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.
Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?
Quero então compartilhar essa ideia com todos.
Sejamos gays.
Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY
Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:
1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY
2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com
3) E só
Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.
A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.
Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.
As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.
Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.
— Convido a todos os blogueiros de plantão a dar um Ctrl C + Ctrl V neste texto e saírem replicando essa iniciativa —
by http://projetoeusougay.wordpress.com/
Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.
Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.
E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.
Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.
Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?
Quero então compartilhar essa ideia com todos.
Sejamos gays.
Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY
Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:
1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY
2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com
3) E só
Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.
A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.
Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.
As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.
Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.
— Convido a todos os blogueiros de plantão a dar um Ctrl C + Ctrl V neste texto e saírem replicando essa iniciativa —
by http://projetoeusougay.wordpress.com/
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Prometo
Eu prometo que quando eu estiver feliz você vai me ver sorrindo e que quando eu não estiver você não vai me ver chorando.
Eu prometo que eu não conseguirei ser a melhor pessoa do mundo, mas também não menosprezarei quem acha que é a melhor pessoa do mundo, só não serei amigo dela.
Eu prometo não gostar de tudo que você gosta, pois eu não sou gêmeo siamês e sim amigo.
Eu prometo falar oque eu penso sobre oque você e nem me importo se isso vai te magoar, pois você deve saber quem eu sou.
Eu prometo não conseguir fazer todas as coisas de forma certa e nem dar bons exemplos sempre, mas sei que você vai saber quando eu estiver tentando.
Eu prometo rir quando achar graça e não só porque todos estão rindo.
Eu prometo que se você for bom pra mim eu vou ser bom pra você, mas se você me esquecer eu vou ficar magoado, mas quando ouvir sua voz lembrando meu nome vou ficar de bem.
Eu prometo não rir das suas crenças e nem do seu jeito esquisito de andar, mas vou rir se você cair na minha frente ou vier com a camisa do lado ao avesso.
Eu prometo que não ficarei para sempre ao seu lado, mas que quando eu me for você vai lembrar de mim.
Prometo ser eu mesmo.
E você, o que promete?!
Eu prometo que eu não conseguirei ser a melhor pessoa do mundo, mas também não menosprezarei quem acha que é a melhor pessoa do mundo, só não serei amigo dela.
Eu prometo não gostar de tudo que você gosta, pois eu não sou gêmeo siamês e sim amigo.
Eu prometo falar oque eu penso sobre oque você e nem me importo se isso vai te magoar, pois você deve saber quem eu sou.
Eu prometo não conseguir fazer todas as coisas de forma certa e nem dar bons exemplos sempre, mas sei que você vai saber quando eu estiver tentando.
Eu prometo rir quando achar graça e não só porque todos estão rindo.
Eu prometo que se você for bom pra mim eu vou ser bom pra você, mas se você me esquecer eu vou ficar magoado, mas quando ouvir sua voz lembrando meu nome vou ficar de bem.
Eu prometo não rir das suas crenças e nem do seu jeito esquisito de andar, mas vou rir se você cair na minha frente ou vier com a camisa do lado ao avesso.
Eu prometo que não ficarei para sempre ao seu lado, mas que quando eu me for você vai lembrar de mim.
Prometo ser eu mesmo.
E você, o que promete?!
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Não é só esta noite.
Eu te amo como se você fosse o último pedaço de uma torta quentinha.
Eu fico pensando em você e em como te fazer feliz.
Eu deveria esquecer de tudo e focar só em você e em nossos ideais.
Adoro quando você faz as coisas para me fazer perceber que devo ser humilde.
Eu adoro fazer você perceber que é a única pessoa no mundo que eu sei amar, a única que me conhece como eu sou de verdade.
Você comanda meu ser e me faz sentir como se eu fosse importante.
Eu te levo onde ninguém jamais levou.
Coisas acontecem comigo quando estou longe de você e não são boas coisas, pode ter certeza.
Adoro abraçar você como uma criança abraça seu urso ao dormir.
Oh, eu adoro ouvir seus segredos sejam quais forem.
Seus pensamentos me assombram.
Você me leva a um mundo de onde eu não quero sair.
Sou seu refém.
Vou fazer você sentir como se esta vida fosse somente um passeio onde eu te conduzo, onde te faço enlouquecer, onde nós sempres seremos 'nós'.
Você já me faz sentir como se eu fosse o único cara do mundo e é assim que eu quero te fazer sentir também e muito mais.
Então me dê sua mão que eu vou te levar além desse mundo e para onde só a nossa música toque.
Nunca irá amanhecer e eu sempre estarei acordado.
(inspirado na música Only Girl (In The World) da Rihanna) Clique e ouça
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Ao Fim
Acabou desistindo, pois alcançar a corda era impossível.
Percebeu que seu destino era esse e se rendeu a ele.
Não seria nada para quem estava sendo pressionado por todos os lados.
Ele viu que era a única pessoa capaz de ver seu destino passar por ele sem reclamar.
Ele pensou que se agora não deu é porque não era para ele.
Ouviu uma voz ao seu lado e não entendeu nada.
Ouviu muitas vozes.
Ouvia gritos e reclamações.
Várias pessoas estavam prontas para chegar ao fim que se aproximava.
Ele olhou para uma senhora que, como ele, também não alcançou a corda e o olhar dela era pesado e triste.
Ela olhava seu relógio com a certeza de que perdeu tudo que havia planejado.
Ele sorriu.
Não estava mais tão triste.
Percebeu que oque ele havia perdido era nada perto doque outros perderam.
Sua vida não era como a deles e ele aguentou calado.
Viu o fim se aproximar calado.
Fechou os olhos e fez sua suplica.
Ao abrir os olhos a porta estava aberta,o ônibus estava vazio e havia chegado ao ponto final.
Percebeu que seu destino era esse e se rendeu a ele.
Não seria nada para quem estava sendo pressionado por todos os lados.
Ele viu que era a única pessoa capaz de ver seu destino passar por ele sem reclamar.
Ele pensou que se agora não deu é porque não era para ele.
Ouviu uma voz ao seu lado e não entendeu nada.
Ouviu muitas vozes.
Ouvia gritos e reclamações.
Várias pessoas estavam prontas para chegar ao fim que se aproximava.
Ele olhou para uma senhora que, como ele, também não alcançou a corda e o olhar dela era pesado e triste.
Ela olhava seu relógio com a certeza de que perdeu tudo que havia planejado.
Ele sorriu.
Não estava mais tão triste.
Percebeu que oque ele havia perdido era nada perto doque outros perderam.
Sua vida não era como a deles e ele aguentou calado.
Viu o fim se aproximar calado.
Fechou os olhos e fez sua suplica.
Ao abrir os olhos a porta estava aberta,o ônibus estava vazio e havia chegado ao ponto final.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Seu e Meu Amor
Eu posso fazer do meu mundo seu mundo.
Posso dizer e fazer como você queira.
Eu tenho o dom de tocar você e não transmitir sentimentos.
Você tem o dom de me olhar e fazer aparecer quem eu realmente sou.
Eu posso tudo com você.
Sou tudo com você.
Eu sofro, choro, rio, canto, mordo, grito por e com você.
Somos todos os amores, todos os amantes, todo o amor e ainda somos só nós.
Você me vê como inconstante, inconsciente, impossível e insuportável, mas me ama.
Vejo você e isso já é o bastante.
Eu vejo seu olho brilhar quando acorda.
Meu olho brilha ao ir dormir.
Eu sonho e no sonho eu estou sozinho e quando acordo era sonho.
Seu sonho eu quero realizar.
Isso me faz sentir amado, isso é o amor.
É seu o meu amor.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Entenda
Há um mundo aqui.
Há um mundo meu.
Há um mundo seu.
Há um mundo lá fora.
Um mundo todo nosso.
Eu vejo e sinto algo onde estou.
Você vê coisas que eu nunca verei.
Nossas palavras não mudarão este mundo.
Nossas palavras não farão surgir nada novo.
Nada acontecerá sem ação.
Eu quero ser.
Você quer ter.
Eu quero ver.
Você quer mostrar.
Querer não é poder.
Ações não são palavras.
Minha voz pode ser calada.
Sua voz pode ser calada.
Você pode ficar calado.
Somente nossos atos farão algo.
Há um mundo aqui e é seu, é meu, é nosso.
Eu vejo, você pode ver, todos devem ver e verão.
Mas só quem for forte para fazer das palavras ações, poderá vislumbrar oque há além das palavras.
Você consegue me entender?!
Há um mundo meu.
Há um mundo seu.
Há um mundo lá fora.
Um mundo todo nosso.
Eu vejo e sinto algo onde estou.
Você vê coisas que eu nunca verei.
Nossas palavras não mudarão este mundo.
Nossas palavras não farão surgir nada novo.
Nada acontecerá sem ação.
Eu quero ser.
Você quer ter.
Eu quero ver.
Você quer mostrar.
Querer não é poder.
Ações não são palavras.
Minha voz pode ser calada.
Sua voz pode ser calada.
Você pode ficar calado.
Somente nossos atos farão algo.
Há um mundo aqui e é seu, é meu, é nosso.
Eu vejo, você pode ver, todos devem ver e verão.
Mas só quem for forte para fazer das palavras ações, poderá vislumbrar oque há além das palavras.
Você consegue me entender?!
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Desabafo agosto/2010
Pleno século XXI e os seres humanos ainda não aprenderam a serem educados ou simpáticos.
Falo por mim quando digo que é difícil controlar o demônio da ira dentro de nós, quando alguém fala algo que não quero ler ou ouvir.
Começo tão educado...
No trabalho é assim, a menina gorda ridícula, chega e me cutuca, odeio ser cutucado, mas com jeito eu faço cara feia e depois falo que não curto os cutucões. Ela tem que soltar essas palavras juntas:
-Você não gosta porque eu sou mulher...bla bla bla...você é bicha.
Daí eu desço do morro:
-Para de falar desse jeito comigo, estou avisando.
Ela sorri e solta outra:
-Bicha, não há nada que você diga que vá me ofender como eu dizer que você quer ser mulher.
Eu aviso novamente:
-Meu, você não sabe oque eu posso falar, então não mexe comigo.
Ela fulmina:
-Você é bicha mesmo, né?! Poxa, que vergonha um homem grande desse.
Eu termino com tudo...
Antes de terminar a conversa gostaria de deixar bem claro que não tenho nada contra pessoas gordas, só contra pessoas ridículas.
Eu sou educadíssimo, como diz a Daise Barcelos, mas não me leve pro morro que eu armo o barraco.
Continuando...
Ela fulmina:
-Você é bicha mesmo, né?! Poxa, que vergonha um homem grande desse.
Eu termino com tudo:
-Você que pediu isso. Você é gorda, muito gorda, pesada. O ar perto de você está totalmente pesado, pois você ocupa o lugar de 3 pessoas. Sorry honey, mas eu tenho algo que você não tem e nunca terá: PERSONALIDADE. Me deixa trabalhar agora.
Quando olhei ela havia virado com uma cara feia e de boca aberta.
Sorry, gordinhas, mas vocês não iriam querer aquela coisa no seu mundo.
Como eu dizia, a educação no século XXI voltou ao século I, só pode. Vamos respeitar as diferenças.
Sei que há muitas crenças, muitos religiosos e tudo mais por aí, mas quero lembrá-los que ser religioso não quer dizer ter preconceito quanto a pessoas e sim ter uma visão religiosa sobre o ato. Suas crenças são dignas de serem lidas e ouvidas, mas minha opinião deve ser respeitada e não imposta.
Tudo seria muito cômico se não fosse a tragédia que é se manter educado perante a decadência que é a moral humana desse novo século.
Já fazem 10 anos que o século XXI tá aí e ninguém começou a vivê-lo.
Respeite um pouco mais as diferenças, sei que é difícil, pra mim também é difícil, mas ninguém falou que seria fácil, mas valerá a pena.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Pesa na minha
Olha oque ela me disse...
"Sua roupa é antiga, seu estilo é do passado"
Olha oque eu respondi:
"Minha roupa tem nome e meu estilo é tendência"
Ela emburrou e disse:
"Você é grosso e fala muito alto"
Eu olhei pra ela e disse:
"Eu falo na dimensão da sua estupidez"
Ela ficou com sangue nos olhos:
"Você tá pesado demais"
Eu sorri:
"Eu estou e você é"
Ela olhou pra mim de cima a baixo e soltou:
"Bom, sua roupa é antiga, seu estilo é do passado, você é grosso, fala alto demais, pesa na minha, mas tá uma graça"
Eu corei:
"..."
Ela:
"Mas falando sério. Conselho de alguém mais velho: Muda essa roupa. Vão rir de você"
Eu olhei diretamente em seus olhos e desabafei:
"Tá bom, faço isso porque você é minha irmã, mas a gravata fica"
Ela me abraçou e me deu um beijo.
"Sua roupa é antiga, seu estilo é do passado"
Olha oque eu respondi:
"Minha roupa tem nome e meu estilo é tendência"
Ela emburrou e disse:
"Você é grosso e fala muito alto"
Eu olhei pra ela e disse:
"Eu falo na dimensão da sua estupidez"
Ela ficou com sangue nos olhos:
"Você tá pesado demais"
Eu sorri:
"Eu estou e você é"
Ela olhou pra mim de cima a baixo e soltou:
"Bom, sua roupa é antiga, seu estilo é do passado, você é grosso, fala alto demais, pesa na minha, mas tá uma graça"
Eu corei:
"..."
Ela:
"Mas falando sério. Conselho de alguém mais velho: Muda essa roupa. Vão rir de você"
Eu olhei diretamente em seus olhos e desabafei:
"Tá bom, faço isso porque você é minha irmã, mas a gravata fica"
Ela me abraçou e me deu um beijo.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Ser uma Lenda
“Você me falou dos seus sonhos, do velho rei e do tesouro. Você me falou dos sinais. Então não tenho medo de nada, porque foram estes sinais que me trouxeram você. E eu sou parte do seu sonho, da sua Lenda Pessoal. Por isso quero que siga em direção ao que veio buscar. Vá em direção da sua lenda. O deserto leva nossos homens e eles passam a existir nas nuvens sem chuva, nos animais que se escondem entre as pedras, na água que sai generosa da terra, eles passam a fazer parte de tudo. Sou uma mulher do deserto e quero que meu homem também caminhe livre como o vento que move as dunas. Quero também poder ver meu homem nas nuvens, nos animais e na água. As dunas mudam com o vento, mas o deserto permanece o mesmo. Assim será o nosso amor. Se eu for parte da sua lenda, você voltará um dia” Trecho do Livro "A Alquimista" de Paulo Coelho
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Você
Você pode rir e mesmo assim fazer alguém chorar.
Conseguirá ser feliz fazendo muitos tristes.
Alcançará seus objetivos esquecendo de quem te ajudou a percorrer o caminho até eles.
Nunca agradeceu uma mão oferecida e nunca olhou nos olhos.
Você não tem coração por nunca tentar ou deixar amar.
Não tem alma, pois não sabe oque é algo espiritual.
Você acha que vive.
Acha que sofre.
Acha que escolhe.
Acha que luta.
Só acha e nada faz.
Você diz que é amigo.
Diz que quer amigos.
Diz entender a amizade.
Diz ser amigavel.
Só diz e nada faz.
Você pensa no futuro.
Vive o futuro.
Cria o futuro.
Muda o futuro.
Não há futuro.
Você pode rir e mesmo assim fazer alguém chorar.
Você ri, acha, diz, não faz e não tem futuro.
Na verdade você não existe ou não deveria existir.
Conseguirá ser feliz fazendo muitos tristes.
Alcançará seus objetivos esquecendo de quem te ajudou a percorrer o caminho até eles.
Nunca agradeceu uma mão oferecida e nunca olhou nos olhos.
Você não tem coração por nunca tentar ou deixar amar.
Não tem alma, pois não sabe oque é algo espiritual.
Você acha que vive.
Acha que sofre.
Acha que escolhe.
Acha que luta.
Só acha e nada faz.
Você diz que é amigo.
Diz que quer amigos.
Diz entender a amizade.
Diz ser amigavel.
Só diz e nada faz.
Você pensa no futuro.
Vive o futuro.
Cria o futuro.
Muda o futuro.
Não há futuro.
Você pode rir e mesmo assim fazer alguém chorar.
Você ri, acha, diz, não faz e não tem futuro.
Na verdade você não existe ou não deveria existir.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Ficar em forma
Esse é o Guarujá-SP minha cidade natal.
Confesso que amo praia, embora meu trabalho no momento me impeça de estar em contato com isso.
A última vez que fui para lá vi todo tipo de gente diferente, mas essas duas senhoras me fizeram rir 3 dias após eu ter deixado a cidade.
Por que?!
Ora, eu havia tirado fotos das praias, dos meus sobrinhos e tudo que eu tinha saudades. (sim, eu que tirei as 5 fotos desse post)
Vamos malhar?!
Confesso que amo praia, embora meu trabalho no momento me impeça de estar em contato com isso.
A última vez que fui para lá vi todo tipo de gente diferente, mas essas duas senhoras me fizeram rir 3 dias após eu ter deixado a cidade.
Por que?!
Ora, eu havia tirado fotos das praias, dos meus sobrinhos e tudo que eu tinha saudades. (sim, eu que tirei as 5 fotos desse post)
Em 3 fotos eu vi manchinhas lá no fundo e resolvi aumentar a imagem.
Ao aumentar percebi que seguia uma sequencia e ri compulsivamente cada momento que olhava para elas.
Mas dei por mim que elas estavam certas, eu deveria malhar.
Ao aumentar percebi que seguia uma sequencia e ri compulsivamente cada momento que olhava para elas.
Mas dei por mim que elas estavam certas, eu deveria malhar.
Sim, era verão e eu percebi que se eu tivesse a força de vontade dessas senhoras eu estaria fazendo a mesma coisa, mas não de maiô, pois não tenho corpo tão...deixa pra lá.
É isso.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Contradigo-me logo não existo
Claro, eu consigo mudar o mundo.
Mas falando sério, esse país é uma bosta.
Certeza, eu posso fazer melhor.
Mas eu não ajudarei ninguém.
Opa, eu nunca vou desistir.
Mas eu já disse que isso é impossível.
Sim, eu sou bom nisso.
Mas não é pra mim.
Nunca, eu não sou como os outros.
Mas eu só faço oque me fizeram também.
Imagina, eu não acredito nesse tipo de coisa.
Mas é claro que pagando bem não tem mal algum.
É obvio, eu sei como é isso.
Mas espero que eu nunca passe por isso.
Ah não, eu não aceito.
Mas obrigado por me dar, achei lindo.
Nem morto, eu não sou esse tipo de pessoa.
Mas me diz quanto vão me pagar.
Nãããããooo, eu não preciso disso pra ser feliz.
Mas me diz onde vende esse barato.
Mas, mas e mas.
Agir é ir além das palavras.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Normal
Ele olha pela janela e imagina como seria a vida longe de tudo que é normal, de tudo que é familiar aos seus olhos, de tudo que ele sempre viu, de tudo.
Sabe o nome de cada rua, a quem pertence cada carro na avenida principal.
Sua voz é conhecida por cada ouvido e seu estilo é observado por cada jovem, adulto e criança.
Ele não quer uma vida neste lugar normal, onde tudo é familiar e onde já viu tudo que era possível ver.
Seu espírito não pertence a este lugar onde seus pais o criaram.
O gosto em sua boca, o cheiro em seu nariz, a textura das coisas e o modo como enxerga não são os mesmos desde que ele completou 18 anos.
Seus amigos mudaram e seu carater seguiu caminho contrário ao deles.
Comparado a garotos/homens da sua idade ele é um ancião. Não que ele seja precoce, mas sim por ser mais inteligente.
Algo naquele lugar normal era familiar para ele que via tudo e o alegrava só pelo cheiro da manhã, pois a manhã mostrava que mais um dia começava e que seu futuro longe dali estava próximo.
Seu nome era único na cidade, na sua idade e entre os amigos.
Não era estranho, mas era distante, completo, sem complementos e sem vícios ocultos.
Ele tinha sentimentos, mas não gostava de ferí-los e por isso não feria os de ninguém.
Claro que ele ria. Ele ria da vida, das pessoas idiotas, dos atos idiotas e de quem se priva de tudo por medo.
Seu nome não é importante, ainda. Mas se sentirá alguém ao deixar tudo que é normal, tudo que é familiar aos seus olhos, tudo que ele sempre viu, tudo, e for para longe dali levando apenas em seu coração oque este lugar o ensinou, tudo.
Ao se virar de costas para a janela, ele vê suas malas prontas e suas passagens compradas.
Ele irá ganhar o mundo e se der mal continuará a enfrentá-lo.
Sabe o nome de cada rua, a quem pertence cada carro na avenida principal.
Sua voz é conhecida por cada ouvido e seu estilo é observado por cada jovem, adulto e criança.
Ele não quer uma vida neste lugar normal, onde tudo é familiar e onde já viu tudo que era possível ver.
Seu espírito não pertence a este lugar onde seus pais o criaram.
O gosto em sua boca, o cheiro em seu nariz, a textura das coisas e o modo como enxerga não são os mesmos desde que ele completou 18 anos.
Seus amigos mudaram e seu carater seguiu caminho contrário ao deles.
Comparado a garotos/homens da sua idade ele é um ancião. Não que ele seja precoce, mas sim por ser mais inteligente.
Algo naquele lugar normal era familiar para ele que via tudo e o alegrava só pelo cheiro da manhã, pois a manhã mostrava que mais um dia começava e que seu futuro longe dali estava próximo.
Seu nome era único na cidade, na sua idade e entre os amigos.
Não era estranho, mas era distante, completo, sem complementos e sem vícios ocultos.
Ele tinha sentimentos, mas não gostava de ferí-los e por isso não feria os de ninguém.
Claro que ele ria. Ele ria da vida, das pessoas idiotas, dos atos idiotas e de quem se priva de tudo por medo.
Seu nome não é importante, ainda. Mas se sentirá alguém ao deixar tudo que é normal, tudo que é familiar aos seus olhos, tudo que ele sempre viu, tudo, e for para longe dali levando apenas em seu coração oque este lugar o ensinou, tudo.
Ao se virar de costas para a janela, ele vê suas malas prontas e suas passagens compradas.
Ele irá ganhar o mundo e se der mal continuará a enfrentá-lo.
sábado, 31 de julho de 2010
Há alguém...
Pensando no amor que sinto e no amor que todos inevitavelmente experimentarão, escrevi esse texto.
Há alguém em minha vida que me tira do lugar sem ao menos tocar em mim.
Que me diz coisas com sentido, sem sentido, com sentimento e em momentos diversos.
Que me olha por olhar antes que eu acorde e que eu olho antes de dormir para ter certeza que foi minha última visão do dia.
Que seja fraco, seja forte, seja rico, seja pobre, esteja aqui, esteja lá, sempre estará comigo.
Que não precisa de declaração de amor, mas eu faço, eu digo, eu abraço e eu beijo.
Que quando está doente me dói e quando estou doente me cuida.
Que eu quero passar minha vida toda, minha eternidade toda e continuar vivendo por tempos sem fim e sentir esse amor.
Que apenas palavras não convencem, atos não agradam, mas abandona tudo para estar comigo e aqui está.
Há alguém na minha vida que se passar muito tempo sem ouvir a voz eu choro, entristeço e murcho.
Esse alguém não está aqui neste momento, mas sinto seu amor na minha pele e nas minhas veias.
O rosa da questão
Primeiro dia de vida e ela usava rosa.A mãe era do tipo obcecada por cromoterapia e dizia que rosa seria algo que a impulsaria para o sucesso e felicidade.
Parada em frente a sua casa com um vestido rosa que demarcava suas curvas como nenhuma roupa havia feito antes. Olhou seu reflexo no insulfilm do carro que parou. O vidro foi baixado e rapazes gritaram besteiras e ela achou que estava linda, mas vulgar.
"Seria a cor ou o vestido?"
Ela não quis saber, deu de ombros e foi a festa.
Tudo pronto para o casamento.
No convite estava o aviso: "Todas as damas de rosa, por favor"
Ele disse sim e ela olhou em seus olhos e disse o mesmo.
Bodas de prata.
Era o segundo casamento dele e o primeiro e mais feliz dela.
Viagem a Aruba, paga pelo filho recém contratado como executivo junior de uma empresa de propaganda.
A bordo do avião ela olhava suas fotos do casamento no laptop e via seu vestido branco e as damas de rosa.
Viu uma foto e começou a querer chorar. Era sua mãe vestindo um lindo vestido rosa.
De repente, sua mente voltou àquela festa anos atrás.
Era uma festa pós casamento e a noiva usava um vestido rosa junto ao homem que 26 anos depois estaria ao lado dela rumo a viagem de bodas de prata.
Naquele dia ela pensou nas cores certas e nas pessoas certas e nada mais fazia diferença.
Abraçou o marido e dormiu recostada em sua almofada de viagem com suas iniciais bordadas em rosa.
Sonhou, com a cor do verdadeiro amor e não era rosa.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Eu com Ela e Eu sem Ela
E ela me acha gay...
Só porque eu curto música alternativa e ela curte pagode e gospel.
Ela me acha viado...
Só porque eu curto Applebee's e ela Mc Donald's.
E ela me acha mariquinha...
Só porque eu acho bonito dizer eu te amo pra um amigo e ela diz que adoro.
Ela me acha feminino...
Só porque eu prefiro que minha roupa tenha minha identidade e ela segue a identidade de outra pessoa.
Ela me acha bichinha...
Só porque eu não como qualquer coisa e ela come tudo que vê pela frente.
Ela me acha centrado...
Só porque eu tenho uma ideia fixa e não mutável como ela.
Ela me acha igual a ela...
Só porque nós dois gostamos de coisas simples sem perder a qualidade.
E eu a acho ridícula...
Só porque ela acredita em homens que a fazem de tola e eu não preciso disso.
Eu a acho bobona...
Só porque ela chora vendo filmes românticos e eu dou risada.
Eu a acho brega...
Por ela ouvir músicas melosas de qualidade duvidosa e eu ouvir coisas que ninguém conhece.
Eu a acho estúpida...
Só porque eu pergunto algo e ela me dá uma patada naqueles dias e eu não sofro desse mal.
Eu a acho fraca...
Só porque ela perdoa com facilidade e eu demoro muito mais.
Eu a acho linda...
Só porque ela sorri com sinceridade e eu me derreto todo.
Eu a acho perfeita...
Só por ser meu oposto e mesmo assim me completar.
É assim que a amizade deve ser.
Só porque eu curto música alternativa e ela curte pagode e gospel.
Ela me acha viado...
Só porque eu curto Applebee's e ela Mc Donald's.
E ela me acha mariquinha...
Só porque eu acho bonito dizer eu te amo pra um amigo e ela diz que adoro.
Ela me acha feminino...
Só porque eu prefiro que minha roupa tenha minha identidade e ela segue a identidade de outra pessoa.
Ela me acha bichinha...
Só porque eu não como qualquer coisa e ela come tudo que vê pela frente.
Ela me acha centrado...
Só porque eu tenho uma ideia fixa e não mutável como ela.
Ela me acha igual a ela...
Só porque nós dois gostamos de coisas simples sem perder a qualidade.
E eu a acho ridícula...
Só porque ela acredita em homens que a fazem de tola e eu não preciso disso.
Eu a acho bobona...
Só porque ela chora vendo filmes românticos e eu dou risada.
Eu a acho brega...
Por ela ouvir músicas melosas de qualidade duvidosa e eu ouvir coisas que ninguém conhece.
Eu a acho estúpida...
Só porque eu pergunto algo e ela me dá uma patada naqueles dias e eu não sofro desse mal.
Eu a acho fraca...
Só porque ela perdoa com facilidade e eu demoro muito mais.
Eu a acho linda...
Só porque ela sorri com sinceridade e eu me derreto todo.
Eu a acho perfeita...
Só por ser meu oposto e mesmo assim me completar.
É assim que a amizade deve ser.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Ao cair do crepúsculo.
Ele cravou os dentes no pescoço dela e houve uma tentativa para impedí-lo, porém cedeu a força que ele usava sobre ela.
O sabor do sangue em sua boca o fazia pensar que tudo valeu a pena e realmente não tinha pena alguma de sua vitima.
Ela estava ali a seus pés e ele já vislumbrava a próxima se aproximando sem notá-lo.
Ele foi esperto, a primeira vitima não fez som algum, pois ele pulou sobre seu pescoço.
Agora ele sentia o odor da próxima vítima e lambia seus dentes cheios do sangue da primeira.
A segunda vítima viu sua sombra e correu em direção a saída do local.
Pobre engano, a saída estava fechada por fora ele havia entrado pela janela lateral e de lá vinha a luz do luar.
A única coisa que ela pôde fazer foi gritar, porém mal abriu a boca e ele já estava em seu pescoço arrancando sua cabeça do corpo.
Sim, ele estava faminto.
Olhou para todos os lados e viu que estava cercado de vítimas.
Uma a uma elas foram sendo devoradas.
Ele percebeu que chegava o amanhecer e tinha que voltar a floresta.
Pulou pela janela oposta, pois o sol estava a caminho e sentia que ali não era seguro.
Mais uma noite bem sucedida.
O sangue de suas vitimas e o gosto de sua carne estavam frescos em sua boca.
Levava ao dente uma de suas vitimas ainda fresca para que os outros também se alimentassem.
Horas depois, o dono da fazenda e seu filho foram até onde vinha o cheiro forte e perceberam, afinal, que a raposa atacou novamente durante a noite e todas as galinhas estavam mortas.
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